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ROTEIRO DOS CAMINHOS DE SANTIAGO
O GR 11 E 9 - Caminho de Santiago em Barcelos, segue
o "Caminho do Porto" até Barcelos: S. Pedro de Rates (Póvoa
de Varzim) - Macieira de Rates - Courel - Pedra Furada - Pereira
- Barcelinhos - Barcelos. A Norte de Barcelos é seguido,
preferencialmente, o "Caminho de Ponte", para Ponte de Lima:
Barcelos - Abade de Neiva - Vila Boa - Lijó - Tamel S. Fins
- Aborim - Aguiar - Ponte das Tábuas - Balugães - Ponte
de Lima.
Foram feitos alguns desvios pontuais
ao traçado original do Caminho de Santiago, por razões
de segurança dos pedestrianistas e para dar a conhecer outros
aspectos do concelho de Barcelos.
Descrição do Percurso
Entramos no concelho de Barcelos, por Macieira de
Rates, passando o Alto da Mulher Morta seguindo um caminho de
terra batida, ladeado por velhos muros de pedra que limitam bouças
e propriedades agrícolas, até à freguesia de Courel,
onde existe um núcleo habitacional de carácter agrícola
bem preservado. Aqui será feito um pequeno desvio, passando
pela Igreja Paroquial e retomando um caminho primitivo mais à
frente.
O Caminho de Santiago continua, já
na freguesia de Gueral, e perde-se dentro de uma Quinta murada
- a Quinta do Loureiro. Aqui, e no seu interior, encontram-se
umas Alminhas abandonadas, que temos de contornar e seguir em
piso asfaltado.
Em Pedra Furada vale a pena
ver a enigmática "pedra furada", junto à Igreja Paroquial,
que dá o nome à freguesia. Passaremos depois pela Capela
da Senhora das Brotas.
Entre as freguesias
de Pedra Furada e Góios ter-se-á de seguir a Estrada
Nacional, que decalca o Caminho de Santiago, não havendo
alternativa (Cuidado). Ao entrar em Pereira, o percurso,
logo a seguir à Capela da Senhora da Guia, segue por entre
caminhos empedrados. Nesta freguesia convida-se a visitar o Monte
da Franqueira, com o Castro e Castelo de Faria, o Convento do
Bom Jesus da Franqueira, o seu Calvário com capelas e a
Ermida de Nossa Senhora da Franqueira, onde se realiza uma peregrinação,
no 2º domingo de Agosto, sendo trazida a imagem desde a
Igreja Matriz de Barcelos. Este local é também um excelente
miradouro sobre a orla litoral.
Já em
Carvalhal, atravessando a actual estrada de acesso ao Monte da
Franqueira, o Caminho passa junto das Alminhas de Portocarreiro
e da Capela de Santa Cruz, ligando depois ao lugar de Mereces,
já em Barcelinhos.
Para entrar em Barcelinhos
será necessário fazer um desvio, para evitar os novos
acessos rodoviários a Barcelos. Aqui, vale a pena visitar
a Capela de Nossa Senhora da Ponte - instituída em 1328
como capela-abrigo de peregrinos de Santiago. Foi reformulada
no séc. XVIII, mas sob as pedras da varanda actual ainda
se podem ver os bancos e pias de pedra (lava-pés). Esta
capela, conjuntamente com o Carvalho da Ponte, a Ponte e o Paço
dos Condes de Barcelos, compõem a Pedra de Armas de Barcelos.
Se puder, desfrute da praia fluvial, que foi alvo de revitalização
paisagística.
Entramos em Barcelos pela
Ponte Medieval sobre o Cávado. A cidade de Barcelos é
um centro urbano de origem medieval, bem patente no seu centro
histórico, delimitado por alguns troços da muralha
do séc. XV. Foi a primeira vila condal portuguesa, instituída
por D. Dinis em 1298. D. Nuno Álvares Pereira foi o 7º
conde de Barcelos, cuja casa, apesar de alterada, ainda é
possível ver no Largo do Apoio. O 8º Conde de Barcelos,
D. Afonso, foi o 1º Duque de Bragança. Em 1640, com
a ascensão da Casa de Bragança à realeza, Barcelos
volta a ser vila régia, o que lhe trouxe protecção
e alguns benefícios.
Locais a visitar em Barcelos:
Pelourinho (séc. XV-XVI).
Solar dos Pinheiros (séc. XIV-XVII).
Na cornija podemos ver dois bustos de homem, um dos quais albergando
um barrete e segurando na barba - "o barbadão" (séc.
XV).
Igreja Matriz (séc. XIV-XVIII).
A frontaria resulta, na sua parte superior, de um restauro na
década de 40, quando lhe foi acrescentada a rosácea
e a torre sineira, mantendo o seu portal gótico, ainda com
motivos românicos. No interior, destacam-se os azulejos,
do séc. XVIII, e o órgão,.
Ruínas do Paço dos Condes de Barcelos (séc. XV).
Falta a torre que se prolongava sobre a ponte e três das
quatro chaminés com canudos altos, que simbolizavam a casa
mais rica de Barcelos. Aqui está instalado o Museu Arqueológico.
Do seu espólio, destaca-se o Cruzeiro do Galo (séc.
XVII/XVIII), ex-libris de Barcelos, que ilustra o milagre feito
a um peregrino galego injustamente condenado, que S. Tiago suspendeu
na forca até ser comprovada a sua inocência, pelo cantar
de um galo já cozinhado. O Cruzeiro encontrava-se junto
à forca, em Barcelinhos, na berma de um dos caminhos de
Santiago.
Torre da Porte Nova
É a única torre existente das muralhas do séc.
XV, protegendo a entrada da vila pelo lado Norte. Era inicialmente
em forma de U, aberta para o interior da vila, permitindo a passagem
em cotovelo, para controlo das entradas. Sofreu acrescentos e
foi cadeia desde o séc. XVII até 1932. Aqui estão
instalados o Centro de Artesanato e a Delegação de
Turismo.
Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz (séc. XVIII).
A sua origem está ligada ao aparecimento miraculoso de uma
Cruz de terra negra no chão barrento do Campo da Feira,
em 1504. No interior tem belos painéis de azulejos azuis
e brancos. Foi este milagre que deu origem à Festa das Cruzes
- 3 de Maio (feriado municipal).O Passeio dos Assentos, de fins
do séc. XVIII, constitui uma entrada monumental para este
Templo.
Igreja de Nossa Senhora do Terço (séc. XVIII)
Possui um dos mais excelentes interiores barrocos de Portugal,
pelos azulejos que cobrem as paredes, a talha dos altares e as
pinturas do tecto.
Museu de Olaria
Aberto ao público em 1995, possui um magnífico espólio
de peças cerâmicas de todo o País, de países
lusófonos e outros.
A Feira de Barcelos
Realizada à quinta-feira, merece, sem dúvida, uma visita.
É uma das mais apreciadas de Portugal, pelo seu colorido
e grande extensão, pela variedade de produtos expostos e
pela riqueza do seu artesanato.
Saindo de Barcelos, retomamos os caminhos empedrados, em direcção
a Abade de Neiva, passando pela Capela de Santo Amaro (séc.
XVII). Será depois necessário atravessar a Estrada
Nacional (Cuidado). O Caminho passa pela Igreja românica
de Abade de Neiva, cuja fundação é atribuída
a D. Mafalda, mulher de Afonso Henriques. Possui uma torre ameada,
atribuída ao reinado de D. Dinis. Pode ver-se um pequeno
nicho em forma de vieira, indicativa dos Caminhos de Santiago.
Para
entrar em Vila Boa, será necessário atravessar a Estrada
Nacional (Cuidado). Passamos depois junto da Capela do Espírito
Santo (séc. XVI) e de algumas habitações com data
do início do séc. XVIII. O caminho, que segue em terra
batida, foi cortado com a construção da via férrea
- Linha do Minho (Muito cuidado: passagem sem guarda).
Entramos
em Lijó pela ponte sobre o ribeiro de Pedrinho, pontão
recente que substituiu um mais antigo. Passamos depois pela Capela
de S. Sebastião, referida já como muito antiga no séc.
XVIII, e pela Capela da Santa Cruz, que comemora o milagre do
aparecimento de uma cruz, em 1843.
Seguimos para Tamel
S. Pedro Fins, passando pela Igreja Paroquial e pela Capela da
Senhora da Portela (séc. XVII), no fuste do Cruzeiro da
Sr.ª da Portela encontra-se um bordão com uma cabaça
e uma vieira.
Será necessário atravessar e seguir
por alguns metros a Estrada Nacional, para entrar em Aborim (Cuidado).
Passando a povoação, o Caminho segue entre campos agrícolas
e ribeiros. Existe um percurso alternativo de Inverno, que passa
junto à Igreja Velha de Aborim.
Em Aguiar, o Caminho
de Santiago foi abandonado, pelo que teremos de contornar parte
do traçado e retomá-lo mais adiante. Nas suas proximidades
existiu uma estalagem, referida no séc. XVI. Atravessamos
depois o Rio Neiva, pela Ponte das Tábuas, em grandes lajes
de granito, que substituiu uma outra, de tábuas, referida
já no séc. XII.
Para entrar na povoação
de Balugães, será necessário atravessar a Estrada
Nacional (Cuidado). Aqui cruzavam-se dois caminhos de Santiago,
um na direcção de Viana do Castelo e outro para Ponte
de Lima, por este seguirá o Percurso. Vale a pena visitar
o Santuário de Nossa Senhora da Aparecida (séc. XVIII):
debaixo da capela construída sobre o penedo onde ocorreu
o milagre a João Mudo, pelo que recuperou a fala, existe
um corredor muito baixo e estreito cavado no penedo, pelo que,
segundo a crença, só passa quem estiver em graça
(experimente!). Neste local realiza-se uma grande peregrinação
anual, no dia 15 de Agosto. Continuando a subida até ao
topo do Monte da Carmona, veremos os vestígios de um povoado
da Idade do Ferro, e podemos desfrutar de uma vista fabulosa
sobre o vale do rio Neiva e o mar.
O percurso segue depois
para a freguesia de Poiares, já no concelho de Ponte de
Lima rumo a Compostela.
Nesta aplicação poderá começar desde já
a planear a sua visita a Barcelos, visitando virtualmente. Aqui
encontrará toda a oferta turística do concelho desde
o património arquitectónico e arqueológico, a
oferta de alojamento, os locais de diversão, passando pelos
equipamentos de apoio à actividade turística, os Caminhos
de Santiago, as termas, etc. Também estarão latentes
alguns percursos propostos pela Autarquia para assim aproveitar
ao máximo a sua visita.
Além de poder visitar toda esta oferta de uma forma muito
simples e confortável, a aplicação permite também
descarregar todos os elementos presentes na aplicação
para os principais sistemas GPS existentes no mercado.
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