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Igreja Matriz de Barcelos
A sua construção iniciou-se entre 1325 e 1328, com D. Pedro, 3º conde de Barcelos, estando as suas armas patentes nas arquivoltas do portal principal. O seu portal gótico contém ainda alguns motivos decorativos ao gosto românico. Foi o 9º conde, D. Fernando, q ue conseguiu que o arcebispo de Braga instituísse a Colegiada de Barcelos, em 1464. Foi ampliada nos séculos XV, XVI e XVIII. A frontaria, bastante transformada ao longo dos séculos, resulta na sua parte superior de um restauro do início deste século, quando lhe foi acrescentada a rosácea e a torre sineira. O órgão, atribuído a Miguel Coelho, remonta a 1727, assim como os azulejos historiados que cobrem as paredes no interior. Merecem destaque, também, as imagens de Nossa Senhora da Franqueira, obra gótica do séc. XV, de Nossa Senhora em pedra de ançã do séc. XIV e de Nossa Senhora da Assunção do séc. XVIII. Classificada como Monumento Nacional por Decreto Nº 14425 de 15-10-1927.
Paço dos Condes de Barcelos - Barcelos
É um castelo apalaçado característico dos fins da Idade Média, construído na primeira metade do séc. XV, por D. Afonso, 8º Conde de Barcelos, 1º duque de Bragança. As suas 4 chaminés com altos canudos simbolizavam a casa mais rica de Barcelos. Faltam às ruínas de hoje algumas partes importantes deste castelo apalaçado, tais como a torre que se prolongava sobre a entrada da ponte e 3 das 4 chaminés com canudos altos. A sua ruína ter-se-á iniciado a partir do séc. XVIII. A partir dos fins do séc. XIX, estas ruínas passaram para o cuidado da Câmara Municipal de Barcelos. O Museu Arqueológico de Barcelos foi instalado neste espaço no início deste século. Classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16-6-1910.
Ponte Medieval sobre o Cávado
Edificada sobre o Rio Cávado, faz a ligação entre Barcelos e Barcelinhos. A ponte deve-se a D. Pedro, 3º conde de Barcelos, e estaria concluída em 1328, tendo reforçado o papel de pólo comercial e de prestigiado local de passagem que Barcelos já tinha. A sua construção veio alterar o itinerário do Caminho de Santiago que, antes entrava em Barcelos, pela Fonte de Baixo. É uma edificação gótica com laivos românicos, com cinco arcos desiguais em ogiva, defendida a montante com os talhamares agudos e a jusante com contrafortes quadrangulares. Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16-6-1910.
Pelourinho de Barcelos
Também denominado "Picota", localiza-se junto à Igreja Matriz de Barcelos e é constituído por uma base robusta, fuste de recorte octogonal e um remate em "gaiola" muito ornamentado, ao gosto do Gótico final. A sua cronologia deverá situar-se entre o fim do séc. XV e o início do XVI. O seu local original seria a praça entre os Paços do Concelho e a Igreja Matriz - Largo da Picota -, tendo sido restaurado e colocado no seu local actual no início deste século, à custa da demolição das casas existentes em frente à Igreja Matriz. Classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 23122 de 11-10-1923.
Torre da Porta Nova
Faz parte da muralha do séc. XV. Originalmente denominada Torre do Cimo de Vila, é a única existente das 3 torres (com as torres da Ponte e da Porta do Vale), que correspondiam às entradas principais da vila, associadas a 2 torreões (do Fundo de Vila e do Pessegal) que protegiam entradas menores. A Torre era inicialmente em forma de U, aberta para o interior da vila - barbacã de porta -, permitindo a passagem em cotovelo, formando a entrada e a saída um ângulo recto, o que facilitava o controlo das pessoas No séc. XVI ter-lhe-ão acrescentado o remate com cornija renascentista e as ameias decorativas (que vieram substituir as ameias primitivas) e enriquecida no cimo com pequenas gárgulas. Só em 1631 que lhe terão acrescentado a parede de pedra voltada a oeste, com as várias janelas que hoje observamos. Teve, ao longo dos séculos, diversas funções, entre as quais a cadeia desde o séc. XVI até 1932. Actualmente aqui funciona a Delegação de Turismo de Barcelos e o Centro de Artesanato. É Monumento Nacional por Decreto Nº 11454 de 19-2-1926.
Igreja de Nossa Senhora do Terço
Faz parte do antigo convento de freiras beneditinas, datado do início do séc. XVIII. Com a lei de 1834, o mosteiro foi vendido e completamente descaracterizado, salvando-se apenas o portal e a igreja, porque entregue aos cuidados da Confraria do Terço. A pesar do seu exterior modesto, a igreja apresenta um deslumbrante espaço interior e é um dos mais excelentes e densos interiores barrocos de Portugal, pelos azulejos que cobrem todas as paredes, pela talha dos seus 3 altares e o púlpito e pelas pinturas do tecto. A sua importância na arte barroca advém sobretudo dos seus grandiosos painéis de azulejo azul e branco, datados de 1713, mostrando cenas da vida de S. Bento e emblemas moralizantes. Possui imagens de N. Sr.ª do Terço, em madeira, do séc. XVIII, uma escultura em pedra ançã de N. Sr.ª da Abadia, datada de meados do séc. XVI, que se encontrava num nicho da Porta Nova, no final da Rua Direita, aqui recolhida quando este foi destruído, e um Cristo Crucificado que poderá datar do séc. XV. Classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 47508 de 24-1-1967.
Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz
A sua origem está relacionada com o aparecimento miraculoso de uma Cruz de terra negra no chão barrento do Campo da Feira em Dezembro de 1504. Neste local construiu-se em 1505 uma capela, com uma imagem do Senhor da Cruz, que um rico comerciante trouxera da Flandres. O templo actual abriu ao culto em 1710. É um edifício de cúpula e planta centrada com o espaço interior disposto em cruz latina, da autoria do Arquitecto João Antunes. O exterior mostra um jogo entre planos e redondos e entre o granito e a cal branca. No interior temos azulejos azuis e brancos da mesma época, com cenas da Via Sacra e motivos vegetais (da autoria de João Neto), e talha dourada (essencialmente da autoria do escultor e entalhador barcelense Miguel Coelho). A imagem do Senhor Bom Jesus da Cruz é uma escultura quase em tamanho natural, em madeira de carvalho, uma extraordinária obra de arte flamenga, dos inícios de quinhentos. Só o rosto e as mãos estão pintadas. A sua devoção está relacionada com as actividades marítimas, que se desenvolveu nos finais do séc. XV. É em torno deste santuário que Barcelos organiza as maiores festas do seu concelho - Festas das Cruzes. Classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 42007 de 6-12-1958.
Solar dos Pinheiros - Barcelos
É um edifício de grande relevo arquitectónico e forte carga simbólica, que marca a paisagem do Centro Histórico de Barcelos. As suas duas torres são símbolo do poder de alguém que estava ligado à Casa de Bragança, os senhores da vila de então. A sua construção data de 1448, tendo sido alvo de grandes reformas nos sécs. XV, XVI e XVII, destacando-se os elementos de características manuelinas. Na torre sul tem o escudo de armas de Álvares Pinheiro e a escultura de uma orante; na cornija podemos ver dois bustos de homem, um dos quais de barrete e segurando na barba - a que chamam "o barbadão" e que data do séc. XV. Classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16-6-1910.
Casa de Santo António de Vessadas - Barcelinhos
É uma típica casa solarenga minhota, de planta em "L", com capela e jardins, com vista panorâmica sobre o rio Cávado. As suas origens datam de finais do séc. XV, construída por João Pais, o Velho, e foi ampliada no séc. XVII, quando adquirida pela família Vale. A capela foi mandada fazer em 1885, tendo como patrono Nossa Senhora da Agonia. Classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 129/ 77 de 29-9-1977.
Igreja de Vilar de Frades - Areias de Vilar
A Igreja, parte do antigo Convento de Vilar de Frades, é um edifício monumental, onde é possível detectar sucessivas remodelações. Do primitivo mosteiro românico conserva o portal, actualmente deslocado para a ala lateral, com duas arquivoltas assentes em 4 colunelos com capitéis historiados. O portal actual é de traça manuelina. A igreja foi reconstruída no séc. XVI, constituindo um dos melhores exemplos do estilo manuelino no Norte de Portugal. No seu interior, de nave única, salienta-se a abóbada com feixes reticulados de nervuras ostentando rosetas nos cruzamentos, assim como os azulejos datados de 1742 que revestem duas das cinco capelas da igreja. O mosteiro foi devastado por um incêndio em 1898, pertencendo à Casa de Saúde de S. João de Deus e funcionando a igreja como igreja paroquial. Classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16-6-1910.
Chafariz Monumental do Convento de Vilar de Frades - Areias de Vilar
Encontra-se no pátio do antigo Convento de Vilar de Frades, actual Casa de Saúde de S. João de Deus, e data do início do séc. XVII. Do centro do tanque arranca uma coluna lavrada, ostentando 4 golfinhos que jorram água. O conjunto é encimado por uma coroa real sustentada pelas cabeças de 4 águias, que representam o emblema dos Lóios, que ocupavam este convento nessa época. Classificado como Monumento Nacional por Decreto Nº 30762 de 26-9-1940 e N.º 32973 de 18-8-1943.
Castro e Castelo de Faria
 Localiza-se no Monte da Franqueira, no limite da freguesia de Pereira com a de Gilmonde. A Estação Arqueológica revelou ocupações que vão desde a Idade do Cobre até à Idade Média. As estruturas fora do perímetro do castelo pertencem a um povoado castrejo e consistem em 3 linhas de muralhas e um conjunto de habitações circulares e quadrangulares. O castelo remonta ao reinado de D. Afonso Henriques, datando as duas torres de menagem do reinado de D. Dinis e de D. Fernando. A sua fama prende-se com o feito dos Alcaides de Faria, tendo Nuno Gonçalves morrido em defesa do Castelo, à vista de seu filho Gonçalo Nunes, no reinado de D. Fernando. Classificado como Monumento Nacional por Decreto Nº 40684 de 13-7-1956.
Ermida de N. Sr.ª da Franqueira - Pereira
Localizada no cimo do Monte da Franqueira, na freguesia de Pereira, a sua fundação é atribuída a Egas Moniz. Trata-se de um construção onde, entre outros, são ainda visíveis contrafortes de características românicas, embora a abóbada já seja gótica. A fachada principal é setecentista e a torre foi acrescentada no séc. XVIII. No seu interior destaca-se a pedra do altar em jaspe, assente em 3 colunas, trazida de Ceuta em 1415, e oferecida pelo Conde Barcelos D. Afonso. Merece também destaque uma belíssima imagem de Nossa Senhora da Franqueira, de traça barroca. Classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 42692 de 30-11-1959.
Igreja de Abade de Neiva - Abade de Neiva
A sua fundação é atribuída à rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques, em meados do séc. XII. É uma igreja românica, com um portal com arcos ogivais, o que aponta já uma transição para o Gótico. As arquivoltas estão assentes em colunas rematadas por capitéis historiados, com figuras antropomórficas e zoomórficas. No exterior da parede sul está embutido um arcosssólio tumular. Adossada à igreja ergue-se uma torre quadrangular ameada, mandada edificar por D. Dinis, no séc. XIII, transformada em torre sineira. Nas suas imediações esteve localizado um hospital que prestava apoio aos caminhantes e peregrinos de Santiago, que por ali passavam. Classificada como Monumento Nacional por Decreto Nº 14425 de 15-10-1927.
Igreja e Torre de Manhente - Manhente
É uma igreja românica, datada do início do séc. XII. Possui um magnífico portal de 3 arquivoltas e colunelos lisos, com capitéis de decoração singela. No exterior da parede sul está embutido um arcosssólio tumular. Bem próximo da igreja, localiza-se uma imponente torre defensiva quadrangular, de 2 andares, coroada de ameias. Esta torre estaria primitivamente ligada à igreja por um passadiço. Classificada como Monumento Nacional por Decreto Nº 2166 de 24-12-1915.
Monumento com Forno de Galegos Santa Maria
Este Monumento destinado a banhos tipo sauna, encontra-se implantado no sopé do Monte do Facho, anexado a uma povoação castreja nas suas imediações. A construção deste tipo de edifícios característicos da Cultura Castreja do Noroeste da Península Ibérica manifesta o desenvolvimento dos povoados proto-históricos na sua fase final (séc. I d. C.), com influências romanas. A sua interpretação como balneário corresponde ao que Estrabão, escritor romano escreveu: "alguns povos das margens do Douro viviam à maneira dos espartanos untando-se com óleo duas vezes (por dia) em lugares especiais e posteriormente tomavam banhos de vapor produzido por pedras aquecidas pelo fogo seguidos de banhos de água fria". É caracterizado por uma construção em grandes pedras, muitas das vezes com bela decoração gravada. É composto por: forno com chaminé, câmara tipo estufa, antecâmara aberta para banhos de água fria. Classificado como Monumento Nacional por Decreto Nº 1/86 de 3-1-1986 e N.º 29/90 de 17-7-1990.
Monumento com Forno do Monte da Saia - Carvalhas
Localiza-se na vertente ocidental do Monte da Saia, fazendo parte do povoado castrejo aqui implantado e que ocupa a parte mais alta do monte. Daqui saíram duas lajes de granito com baixos-relevos ostentando duas figuras togadas, actualmente no Museu da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, proprietária do Monumento. Tal como o Monumento de Santa Maria de Galegos, era destinado a banhos tipo sauna, e datará da fase final da Cultura Castreja (séc. I d. C.), com influências romanas. Encontra-se em avançado estado de ruína, restando apenas as paredes exteriores e parte do forno, mas possuiria as mesmas características que o de Galegos, com câmara, antecâmara e pátio exterior com tanque para banhos de água fria. Classificado como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 38147 de 5-1-1951.
Laje dos Sinais - Carvalhas
Trata-se de uma laje de granito de cerca de 6,5 m de comprimento, por 5 m de largura, com grande quantidade de inscrituras, com vários motivos mas essencialmente à base de círculos concêntricos, localizada a meia encosta do Monte da Saia. Estas gravuras rupestres, que remontam à Proto-História, num período provavelmente anterior à Idade do Ferro, constituem um dos melhores exemplares deste tipo de arte na Península Ibérica. Classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 38147 de 5-1-1951.
Torre de Aborim - Aborim
A Torre é uma edificação quinhentista coroada de ameias e faz parte do Paço de Aborim ou Solar dos Barbosas. O actual solar, da família Aborim Barbosa, data do séc. XVII e terá substituído uma edificação quinhentista, da qual apenas resta a torre. Sofreu várias alterações nos sécs. XVIII e XIX, que lhe conferiram o seu actual ar romântico. Classificada como Imóvel de Interesse Público por Decreto Nº 95/78 de 12-9-1978. |