O Museu de Olaria de Barcelos assinala, ao longo de quatro dias, o Dia Internacional dos Museus, a Noite Europeia dos Museus e o programa “Bom dia Cerâmica”, com um conjunto diversificado de atividades dirigidas a diferentes públicos, reforçando a valorização do património oleiro e da criação contemporânea.
As comemorações arrancam no sábado, 16 de maio, no âmbito da Noite Europeia dos Museus, com uma visita noturna ao Museu de Olaria e um concerto do Grupo de Música Popular da Universidade do Minho, numa iniciativa que convida o público a usufruir do espaço museológico num ambiente cultural e artístico diferenciador.
No domingo, 17 de maio, o programa prossegue com atividades dedicadas ao público infantil, através de uma oficina orientada por Stela Ivanova, destinada a crianças dos 3 aos 14 anos (mediante inscrição), bem como momentos de modelagem em barro e pintura de galos, promovendo o contacto com o universo da olaria tradicional de Barcelos.
Na segunda-feira, 18 de maio, data em que se assinala o Dia Internacional dos Museus, o Museu de Olaria abre portas ao público para visitas ao espaço expositivo, numa celebração que destaca o papel dos museus na preservação, valorização e transmissão do património cultural às diferentes gerações.
O programa encerra no dia 23 de maio, com o “Bom dia Cerâmica”, que inclui uma oficina para adultos, igualmente orientada por Stela Ivanova (mediante inscrição), e uma residência artística entre o mestre oleiro Fernando Russo e a artista convidada.
Esta residência artística propõe um diálogo entre tradição e contemporaneidade, centrado na reinterpretação de um objeto tradicional do quotidiano, hoje em desuso. O processo culmina na criação da peça “Vaso-Flor/Vaso-Mulher”, resultado da fusão entre a mestria da roda de oleiro e abordagens escultóricas contemporâneas.
A intervenção artística destaca-se pela aplicação de técnicas decorativas que evocam o rendilhado, conferindo leveza visual à matéria cerâmica e promovendo uma leitura renovada do património imaterial. Mais do que um exercício plástico, o projeto afirma-se como uma reflexão sobre a continuidade cultural, evidenciando a capacidade da cerâmica tradicional se reinventar no contexto artístico atual e reforçando a identidade de Barcelos enquanto referência na arte cerâmica.




