O presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, e o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, inauguraram esta segunda-feira, 31 de agosto, Dia da Cidade, o renovado Mercado Municipal de Barcelos. Esta inauguração acontece após uma profunda intervenção de requalificação que modernizou o equipamento, preservando a sua identidade arquitetónica e patrimonial.
Concluída a intervenção, os operadores começam amanhã, 1 de setembro, a instalar-se nos respetivos espaços, preparando a abertura ao público prevista para o próximo sábado, 5 de setembro.
Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos destacou a importância da intervenção para devolver à cidade um equipamento de referência para a atividade comercial e para a dinamização social e económica do centro urbano.
Reconhecendo os constrangimentos enfrentados durante a execução da obra e o prolongamento dos trabalhos para além do inicialmente previsto, Mário Constantino Lopes considerou que o resultado permite entregar aos barcelenses “uma obra digna, robusta e preparada para o futuro”.
O autarca realçou igualmente a preocupação em preservar e valorizar a identidade arquitetónica do edifício, adaptando-o às atuais exigências de conforto, segurança, eficiência e acessibilidade. “A qualidade da arquitetura não é um luxo, é uma responsabilidade”, afirmou.
Mário Constantino Lopes destacou ainda o potencial do renovado Mercado para reforçar a atividade comercial, valorizar os produtores, comerciantes e produtos locais e promover novas dinâmicas de encontro e convívio.
“Queremos que este mercado não se esgote nas suas paredes ou nas suas bancas. Será um organismo vivo, que irá respirar e crescer com a cidade”, salientou.
O presidente da Câmara deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos comerciantes, trabalhadores, técnicos, projetistas, empreiteiros e a todos os que contribuíram para a concretização da intervenção, apelando à população para que usufrua do equipamento. “Venham ao Mercado Municipal. Façamos deste mercado um lugar vivo, frequentado e querido”, afirmou.
“Um bom exemplo”
O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços destacou, por seu turno, a importância da requalificação do Mercado Municipal de Barcelos para a dinamização da economia local, sublinhando o papel destes equipamentos na valorização dos comerciantes, dos pequenos produtores e dos produtos locais, bem como na criação de emprego e na fixação das populações.
Na sua intervenção, salientou ainda que os mercados municipais assumem hoje uma dimensão que ultrapassa a atividade comercial, contribuindo para a atratividade dos centros urbanos e para a atividade turística, enquanto espaços de encontro e de contacto com a identidade e os produtos de cada território.
Defendeu ainda o reforço das políticas de apoio à reabilitação dos mercados municipais a nível nacional, apontando a intervenção realizada em Barcelos como “um bom exemplo” da importância do investimento público na valorização da economia de proximidade. No final, considerou o renovado Mercado Municipal “um extraordinário cartão de visita” de Barcelos e de Portugal.
Também presente na cerimónia, a vice-presidente da CCDR-Norte, Maria José Fernandes, apontou, por seu turno, a requalificação como um exemplo da capacidade de Barcelos de “se reinventar” através da regeneração urbana, da qualificação dos equipamentos públicos e do reforço das centralidades.
Maria José Fernandes salientou a importância da articulação entre o investimento público e o financiamento europeu na concretização de projetos com impacto na qualidade de vida das populações e na competitividade dos territórios, considerando que a importância do Mercado ultrapassa a sua dimensão comercial.
“Renovar o Mercado Municipal é renovar a cidade”, afirmou, defendendo que a intervenção demonstra que “o património não é um obstáculo ao desenvolvimento, mas uma base sólida para construir o futuro”.
Já o arquiteto responsável pelo projeto de requalificação, José Manuel Loureiro, destacou a preocupação em preservar a identidade arquitetónica do Mercado Municipal, recordando que o edifício original, concebido há cerca de seis décadas, é da autoria dos arquitetos José Carlos Loureiro e Luís Pádua Ramos.
Numa intervenção marcada também pela evocação do pai, José Carlos Loureiro, explicou que a intervenção agora concluída procurou adaptar o edifício às atuais exigências de conforto térmico e acústico, segurança e acessibilidade, através de soluções como a instalação de elevador, climatização, reforço do isolamento térmico e aplicação de painéis de absorção acústica.
Destacou ainda a utilização do vidro no encerramento das zonas anteriormente abertas, permitindo aumentar a proteção e o conforto dos utilizadores sem comprometer a entrada de luz natural e a relação visual com o exterior.
“Conseguimos criar um ambiente em que as pessoas não se sentem confinadas num edifício completamente fechado”, afirmou, salientando as melhorias alcançadas ao nível das condições térmicas, acústicas, de segurança e de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
144 lugares de venda
O renovado Mercado Municipal dispõe de 144 lugares de venda, distribuídos por diferentes áreas de atividade. A oferta inclui três talhos, seis espaços de hortofrutícolas, nove lojas mais três lugares de terrado de malhas e calçado, 13 peixarias, 80 lugares de terrado destinados à venda de frutas e legumes. O equipamento integra ainda uma loja de artesanato, uma florista e um estabelecimento de comida take-away, reforçando a diversidade da oferta comercial.
A requalificação do Mercado Municipal teve um custo total de 4 803 536,32 euros, contando com um apoio da União Europeia no valor 3.235.469,22 euros, correspondente a uma taxa de financiamento do investimento total elegível de cerca de 98%. O projeto é cofinanciado pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (NORTE 2020), integrado no Portugal 2020.




