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A natureza telúrica do impacto da atividade humana no planeta que se fez sentir mais sensivelmente a partir da primeira revolução industrial criou um desafio à escala global para o qual temos de estar preparados, no sentido de eliminarmos ou mitigarmos os danos que se avizinham, cujas evidências são hoje observáveis pelo aquecimento global, a perda de biodiversidade, a acidificação dos oceanos, a contaminação dos terrenos produtivos e outras manifestações de reação do sistema-Terra às malfeitorias que a espécie humana lhe tem feito.

Esta época singular, que muitos apelidam de Antropoceno, é hoje uma preocupação do Município de Barcelos, consciente das exigências das próximas décadas, não apenas do ponto de vista climático, como político, económico e social. Para além das narrativas diversas entre si sobre o que o futuro nos reserva, umas mais otimistas do que outras, existe algum consenso de que o papel das instituições políticas é fundamental para podermos iniciar um combate robusto e consistente às adversidades oriundas das alterações climáticas, e de tudo o resto exterior ao clima propriamente dito, que lhes seja consequente.

A monitorização das variáveis relevantes relacionadas com estas matérias é uma ferramenta importante de auxílio à tomada de decisões, crucial para o desenvolvimento de políticas adequadas aos tempos de hoje e aos das gerações vindouras. O projeto do cálculo da pegada ecológica e da biocapacidade do Município de Barcelos é, em si mesmo, uma dessas ferramentas.

Miguel Costa Gomes

Presidente da Câmara Municipal de Barcelos

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